Chrysler Crossfire
2004 | By VitorP | 910 viewsDez 30
Produzido na Alemanha em colaboração com a Karmann, este coupé de dois lugares, é o melhor e mais emocional Chrysler de sempre, tendo sido desenvolvido de acordo com os gostos dos consumidores europeus.
Na criação do Crossfire, modelo que eleva a imagem da marca norte-americana, os designers da Chrysler puxaram dos galões e criaram um coupé que tem tanto de original como de apelativo. É curioso verificar que, face ao concept desvendado em 2001, a versão final não apresenta grandes diferenças, continuando a exibir um aspecto de protótipo desportivo e futurista.
Disponível em cinco cores, o Crossfire combina alguns pormenores “Art Deco” com características típicas da família a que pertence. O resultado final originou um coupé musculado e arrojado. Os traços que mais ficam na retina dizem respeito à volumosa grelha, ao capot com nervuras longitudinais, aos grupos ópticos duplos, ao aro do pára-brisas, aos puxadores das portas e às “guelras” laterais cromadas, à elevada linha de cintura, às enormes jantes com sete raios, às cavas das rodas alargadas, ao desnível que une as secções dianteira e traseira, aos farolins transparentes, à dupla saída de escape quadrangular (colocada em posição central) e à curva descendente do óculo traseiro.
O deflector colocado na tampa da mala (que se ergue acima dos 90 km/h e recolhe abaixo dos 60 km/h, podendo ficar sempre erguido caso se prima o respectivo botão existente na consola central) foi adoptado sobretudo por questões aerodinâmicas, área em que o Crossfire não é particularmente feliz, como o prova o Cx de 0,37. Com esta solução, minimizou-se o efeito turbilhão provocado pela deslocação do ar na traseira, evitando, assim, que as rodas traseiras ganhem apetência em perder o contacto com o solo. A 129 km/h, este deflector produz 356 Newton de downforce no eixo traseiro.
O interior segue na íntegra o visual adoptado pelo exterior. Disponível em três cores, o ambiente desportivo e vanguardista deve-se à presença de inserções em alumínio (consola central e alavanca da caixa de velocidades são as áreas mais extensas), duas tonalidades para o tablier e os bancos, volante de quatro braços (regulável apenas no alcance), revestimentos em pele, mostradores do painel de instrumentos com grafismo branco sobre fundo escuro e pedais em alumínio com aplicações em borracha. O nível de equipamento é completo, o posto de condução correcto, a qualidade razoável e a habitabilidade mediana. A mala oferece um acesso difícil (não dispõe de chapeleira) e 215 litros de volume.
O motor (integralmente em alumínio) é o 3.2 V6 de 18 válvulas com 215 cv, afinado pela Chrysler ao nível da admissão e do escape, de modo a optimizar o espaço e a obter um som de funcionamento agradável ao ouvido. As boas performances conjugam-se com consumos não muito elevados. As acelerações agradam tanto quanto as reprises, não sendo necessário recorrer demasiadas vezes à caixa de velocidades. O arranque dos 0 aos 100 km/h cumpre-se em 6,5 segundos e é extremamente fácil atingir os 242 km/h de velocidade máxima em auto-estrada.
A enorme aderência do Crossfire deve-se à segunda geração de pneus Michelin Pilot Sport. O comando da caixa manual de seis velocidades não é particularmente rápido, mas não compromete a eficácia do conjunto. Em opção, está disponível a caixa automática de cinco relações AutoStick, que inclui um comando manual do tipo sequencial.
Fonte: Automotor


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