Citroën C6

19 de Dezembro de 2005 – 16:59 | by vmp | 134 views

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Revelado no Salão de Genebra em 2005, o C6 marca o regresso da Citroën ao segmento das berlinas executivas.

Pretende conjugar a elegância, sofisticação e distinção esperadas de um veículo desta classe, com valores tradicionais da marca, como a tecnologia de vanguarda, o estilo inconfundível ou o conforto referencial. De algum modo, visa devolver a glória que o construtor francês atingiu há cinquenta anos atrás com o DS (o inesquecível “boca de sapo”).

O C6 é um automóvel que assume com orgulho o seu design ousado e muito marcante - radical, até. Pode haver quem considere arriscado tanto arrojo num segmento tradicionalmente conservador, mas do que não restam dúvidas é que não deixará ninguém indiferente.

A frente comprida, a contrastar com uma traseira curta, e a linha do tejadilho com acentuada quebra na traseira, conferem-lhe um ar de coupé que as janelas desprovidas de moldura ajudam a sublinhar. O toque final é dado pelo original formato dos farolins traseiros e por aquele que, porventura, será o seu sinal mais distintivo: o óculo traseiro côncavo.

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Uma vez no habitáculo, o encanto esvai-se um pouco. É um facto que o espaço disponível é abundante, à frente como atrás (onde é possível dispor de bancos individuais com regulação eléctrica). Mas não só a qualidade da maioria dos materiais é pouco melhor do que medíocre, como todo o ambiente está longe da originalidade prometida pela carroçaria, sendo até um pouco banal.

É um facto que a posição ao volante é muito correcta, e que o painel de instrumentos digital confere um certo toque de classe ao posto de condução. Porém, quase tudo o resto é possível de encontrar em qualquer modelo mais bem equipado do Grupo PSA, nomeadamente o ecrã montado ao centro do tablier, assim como os inúmeros botões de comando que sob o mesmo estão colocados (sistema de navegação, sistema de som, climatização, etc.) ou as alavancas de comando instaladas atrás do volante.

À laia de compensação, no C6 é possível encontrar alguns dispositivos capazes de incrementar o conforto a bordo e o prazer de condução. É o primeiro Citroën a dispor de um travão de estacionamento eléctrico e a propor um Head-up display, com regulação em altura, que projecta no pára-brisas um velocímetro e, se o condutor assim o pretender, informações relativas ao sistema de navegação. Também é possível aqui encontrar o sistema AFIL (que informa o condutor sempre que é detectada uma mudança involuntária de faixa de rodagem), faróis bi-Xénon direccionais, sensores de estacionamento (dianteiros e traseiros) e de chuva, sistema Bluetooth para telemóvel, revestimento em pele, sistema de navegação, bancos dianteiros e traseiros eléctricos e um sistema de som de elevada qualidade da JBL.

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No domínio da segurança, refira-se a presença de nove airbags (frontais, laterais dianteiros e traseiros, de cortina e para os joelhos do condutor), encostos de cabeça activos, ESP e um capot activo que, em caso de atropelamento, se eleva 65 mm em 40 milésimos de segundo, por forma a diminuir o risco de lesões sobre os peões.

Mecanicamente, o C6 começa por apenas propor nobres motores V6, sendo um deles Diesel. Neste caso, estamos em presença do conhecido bloco de 2,7 litros desenvolvido pelos grupos PSA e Ford, com 208 cv e filtro de partículas sem manutenção, que aqui surge associado a uma caixa automática de seis velocidades com comando manual sequencial.

Uma unidade que atinge prestações de respeito: 230 km/h de velocidade máxima, 0-100 km/h cumpridos em 8,9 segundos e consumo médio de 8,7 l/100 km. Para fazer bom uso deste potencial, o C6 dispõe de um sistema de travagem sobredimensionado, com discos ventilados nas quatro rodas, e ainda de uma nova suspensão com triângulos sobrepostos na frente e multi-link atrás, naturalmente dotada do sistema de amortecimento pneumático hidractivo.

Dispositivo que não só conta com 16 leis de amortecimento, como está apto a rebaixar a suspensão 12 mm sempre que se superam os 110 km/h, ou mesmo a elevá-la os mesmos 12 mm (face à posição normal) quando se circula por terrenos mais acidentados. Raro (ou mesmo único) a este nível: o deflector retráctil montado na tampa da mala, que se eleva automaticamente acima dos 65 km/h, adopta um ângulo mais cerrado acima dos 115 km/h, e volta à sua posição normal a velocidades abaixo dos 25 km/h.

A Portugal, o C6 2.7 V6 HDI chegará no próximo mês de Janeiro, a um preço que rondará os 73 mil euros. Valor imposto pelo incontornável Imposto Automóvel, que pouco ajudará a impor o novo topo de gama da Citroën entre nós, embora a chegada da variante 2.2 HDI com 170 cv, no final de 2006, naturalmente abra outras perspectivas à aceitação deste modelo no mercado nacional.

Fonte: Automotor

Top Gear:

Fifth Gear:

Construtor Citroën
Modelo C6 2.7 V6 HDI
Ano 2005
Origem da Marca França
Motor Motor
Tipo V6 a 60º
Colocação Dianteira, transversal
Cilindrada (cc) 2721
Distribuição Dupla árvore de cames, 24 válvulas
Alimentação Injecção directa, common-rail, admissão variável, turbocompressor de geometria variável, intercooler
Potência (CV/rpm) 204/4000
Binário (Nm/rpm) 440/1900
Combustível Gasóleo
Transmissão Transmissão
Tracção Dianteira
Caixa Automática, 6 velocidades com comando manual sequencial
Plataforma Plataforma
Suspensão F/T Triângulos sobrepostos/multi-link, sistema de amortecimento pneumático hidractivo
Direcção Cremalheira, assistida
Diâmetro de viragem (m) 12,4
Travões F/T Discos ventilados (330mm/302mm), travão de estacionamento eléctrico
Jantes-Pneus F/T 8,0 x 18 - 245/45 R18
Carroçaria Carroçaria
Comprimento/Largura (mm) 4908/1860
Altura/Entre eixos (mm) 1464/2900
Peso (kg) 1946
Porta-bagagens (lt.) 421
Número de lugares 5
Cx n.d.
Prestações Prestações
Veloc. máxima (km/h) 230
0-100 km/h (s) 8.9
Cons. médio (l/100km) 8.7
Emissões CO2 (g/km) 230

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