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Healey Elliot

4 Agosto, 2006 (23:15) | Healey |

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Este trabalho deve-se a Francisco Costa-Félix, dono do Healey branco mostrado na primeira foto, e que desencadeou toda a aventura antigomobilistica de pesquisa, procurando informações do que mais parecia ser um veículo fantasma.

Foi buscar o seu nome a Samuel Elliot & Sons, o carroçador que o desenhou. O Elliot foi um dos dois modelos apresentados em 1946 pela recém criada Donald Healey Motor Company. A empresa tinha recursos extremamente limitados, sendo capaz, apenas, de montar componentes externos em chassis próprio. Apesar de todos os riscos resultantes do processo, um dos benefícios era oferecer vários modelos enviando o chassis para diversos carroçadores. Assim, em 1946, a DHMC apresentou o roadster Westland e o saloon Elliot (duas portas e quatro lugares).

No início dos anos 30, Healey tinha trabalhado como designer e engenheiro de desenvolvimento para a Riley. Também, entre as grandes guerras, Healey teve algum sucesso ao volante dos Riley em rallies. Tendo-lhe sido negado um motor Triumph, onde também tinha trabalhado, voltou-se para a Riley, em busca do 2,5 “Big Four”, esperando força suficiente para se aproximar do mágico 100 cavalos por tonelada, o seu objectivo.

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Em 1946 o protótipo Elliot atingiu uma velocidade máxima de 167 km/h, e conseguiu subir para 172 km/h depois de alterações no carburador e sistema de escape. Estes números legaram ao Elliot o título de “O carro de produção mais veloz de Inglaterra”.

Tendo desenvolvido uma reputação de velocidade e bom comportamento, o Elliot alcançou um respeitoso segundo lugar na corrida Targa Florio de 1948, seguido de uma vitória da classe na corrida Spa 24 Hour Race desse ano. Participou também no Le Mans de 1949, sob o registo JGO 892. Apesar destes sucessos na competição e uma forte procura no pós-guerra por carros desportivos, apenas 104 Elliot deixaram a fábrica até 1950.

A história do Elliot branco referido no início do texto começa algures nos anos 40 quando alguém quis homenagear o Visconde de Asseca, nobre e rico empresário português, muito querido pela sociedade inglesa nessa época.

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Mandaram carroçar um Riley 3000 num estilo único: 2 portas de fibra de vidro e todo em couro. Foi oferecido ao Senhor e o carro ficou parado na garagem da casa dele em Sintra, pois quando faleceu, a viúva nem gostava de mexer nesse carro bizarro. Então nos anos 50, vendeu-o a um famoso jogador de hóquei em patins (o Raio) que o usou. Francisco Costa-Félix, encontrou-o em 1961 à venda no Stand Patrício da Avenida de Berna, Lisboa e comprou-o.

Infelizmente, com menos de um ano nas suas mãos, no verão de 1961, numa viagem de Lisboa a caminho da quinta de um amigo perto de Santarém, «na época só havia auto-estrada até Vila Franca de Xira e sempre aproveitávamos para acelerar nesses 20 quilómetros, o motor gripou e fui de autocarro para Santarém e o Healey voltou para Lisboa, ao Stand do Patrício que achou por bem aceitá-lo. O Healey que foi meu em 1961, era realmente único em Portugal».

Texto: Vítor Penedo
Fonte: The Association of Healey Owners
Agradecimentos: Francisco Costa-Félix pela sua colaboração nesta aventura.
 

Construtor Healey
Modelo Elliot
Ano 1946-50
Unidades produzidas 104
Origem da Marca Inglaterra
Motor Motor
Tipo 4 cilindros em linha, origem Riley
Colocação Dianteira, longitudinal
Cilindrada (cc) 2443
Distribuição Árvore de cames, 2 válvulas por cilindro
Alimentação Dois carburadores horizontais SU
Potência (CV/rpm) 104/4500
Binário (Nm/rpm) 179/3000
Combustível Gasolina
Transmissão Transmissão
Tracção Traseira
Caixa Manual, 4 velocidades
Plataforma Plataforma
Suspensão F/T Independente à frente
Direcção n.d.
Diâmetro de viragem (m) n.d.
Travões F/T Tambores servo-assistidos
Jantes-Pneus F/T n.d.
Carroçaria Carroçaria
Comprimento/Largura (mm) 4267/1665
Altura/Entre eixos (mm) 1473/2591
Peso (kg) 1143
Porta-bagagens (lt.) n.d.
Número de lugares n.d.
Cx n.d.
Prestações Prestações
Veloc. máxima (km/h) 164
0-100 km/h (s) 12.3
Cons. médio (l/100km) n.d.
Emissões CO2 (g/km) n.d.

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