Cizeta Moroder V16T
2006 | By vmp | 811 viewsSet 10
A meio da década de 80, Giorgio Moroder e o especialista em carros desportivos Claudio Zampolli decidiram construir algo verdadeiramente único.
A sua visão era um veículo super-luxo, super desportivo de vanguarda. Este carro, seria o sonho dos ricos, oferecendo tudo o que poderiam desejar, design inovador, performance espectacular e infinito luxo. Combinando os seus nomes (Cizeta é italiano para C. Z., as inicias de Zampolli), os dois homens decidiram chamar o seu super carro de Cizeta Moroder.
Foi apresentado ao público em 1988. O contacto com projectistas da Lamborghini trouxe-lhes uma enorme experiência na área, à qual se juntou a contratação de Marcello Gandini, famoso designer de verdadeiras “bombas” como o Miura, o Countach e mais tarde o Diablo.
O próprio desenho do V16T, rectilíneo, agressivo, com curiosos faróis escamoteáveis sobrepostos, baseava-se num projecto oferecido à Lamborghini. Esta, ao recebê-lo, havia proposto grandes alterações que a levaram ao Diablo - e que desagradaram a Gandini, levando-o a vender o projecto original a Zampolli. O resultado impressionou pela configuração do motor: pela primeira vez um motor de 16 cilindros em V era montado em posição central-transversal, necessária em função do seu grande comprimento (2690mm).
A obra consistia na união de dois V8 compactos, com apenas 5995 cm no total (86 x 64,5 mm). A tomada de força estava localizada bem no meio dos V8 e a transmissão, uma ZF de cinco velocidades, era longitudinal. Portanto, os “dois motores” e a caixa de velocidades formavam um “T” - daí a letra aplicada no nome. Os índices de potência (560 cv às 8000 rpm) e um binário máximo (542 Nm às 6000 rpm) eram dignos de um superdesportivo, deixando para trás o Countach de 48 válvulas por mais de 100 cv.
A construção do Cizeta envolvia fornecedores especializados, fabricantes de peças para carros de competição e até de Fórmula 1. O chassis tubular em aço, do tipo trelica, recebia uma carroçaria em alumínio. A suspensão utilizava triângulos sobrepostos em ambos os eixos, com amortecedores Koni do tipo inboard, e os travões eram todos de discos ventilados da Brembo, com pinças de quatro pistões e 305 mm de diâmetro. Os pneus Pirelli P-Zero tinham dimensão 245/40 ZR 17 na dianteira e 335/35 ZR 17 na traseira.
Embora bastante pesado (1700 kg, cerca de 200 kg a mais que o Countach de 455 cv), o Cizeta tinha uma aceleração bastante boa (0 a 100 km/h em 4,5 segundos) e atingia uma velocidade máxima de 329 km/h, segundo informações da marca, o que o tornava mais veloz que o primeiro Diablo e que os Ferraris F40 e F50 - de qualquer forma, as velocidades máximas dos superdesportivos raramente são comprovadas. A revista Sport Auto, que o testou na época, atribuía “um conforto superior e uma condução mais fácil” em comparação ao Countach.
Mas tal como acontece com tantos outros superdesportivos, o V16T não foi muito longe. Sem tradição na estrada ou nas pistas de competição, era difícil convencer o selecto e exigente público a pagar por ele cerca de 300 mil dólares, quase o dobro de um Countach da série 25th Anniversary. Apenas extravagantes bilionários como o Sultão do Brunei compraram um - ou dois, neste caso -, limitando a 10 o total de unidades produzidas pela empresa de Zampolli.
Fonte: Motores


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