Chrysler Grand Voyager
13 de Junho de 2008 – 8:29 | by vmp | 139 viewsDesde o início deste ano, a emblemática Chrysler Grand Voyager entrou numa nova geração, procurando mais uma vez, transformar-se numa referência para quem tudo quer fazer pelo bem-estar da sua família.
Dos cerca de 30 melhoramentos ou novidades introduzidas no modelo, a alteração mais óbvia e evidente passa pela nova abordagem estética – mas é no interior que se torna mais notória a evolução desta espécie. Mantendo a configuração de sete lugares (2+2+3), esta nova geração oferece um leque ainda mais alargado de funções e comodidades, especialmente para os passageiros dos bancos traseiros.
Além disso, a nova Grand Voyager conta com uma evolução mais potente do turbodiesel 2.8 CRD, que passa a oferecer 163 cv, surgindo ainda, em Portugal, na sua expressão máxima de equipamento, a qual não poupa “mimos” aos passageiros.
Os designers da marca norte-americana reclamam que se inspiraram nas formas da berlina 300C para projectar um monovolume com uma aparência mais imponente e sofisticada. Mas o certo é que esta nova roupagem, peca por ser demasiado “quadrada”, contrastando com as linhas mais curvilíneas e expressivas da anterior geração.
O mesmo não acontece quando acedemos ao habitáculo, que é muito mais acolhedor e agradável à vista. Sem entrar em grandes excessos decorativos, mantendo a tónica na funcionalidade, o interior da Grand Voyager apresenta-se com um look limpo e sóbrio, pontuado por algumas aplicações cromadas ou revestimentos a imitar madeira.
Esta impressão positiva do habitáculo vai-se desvanecendo à medida que se observa mais de perto estes revestimentos, cuja qualidade deixa algo a desejar. Além disso, todos os plásticos, mesmo os aplicados na parte superior do tablier, são pouco convincentes e a presença de folgas na ligação dos painéis deixam esta Grand Voyager algo desfasada dos padrões de qualidade a que os clientes europeus estão habituados.
Mas o ponto forte desta proposta familiar é mesmo o excelente aproveitamento do espaço, estando presentes inúmeros e práticos compartimentos de arrumação, destacando-se a nova caixa deslizante entre os bancos dianteiros, que também pode ser utilizada pelos passageiros da segunda fila. O sistema Stow’n Go, que permite ocultar todos os bancos traseiros sob o piso, está agora mais prático de utilizar, pois dispõe de um comando eléctrico para o rebatimento da terceira fila.
Novidade absoluta é o sistema Swivel’n Go, o qual permite rodar os dois bancos centrais em 180º graus. Com estes dois assentos orientados para trás e a instalação de uma mesa amovível no centro, que também está guardada sob o piso do veículo, torna-se possível recriar dentro da Grand Voyager o ambiente de uma sala de estar.
Contudo, as opções de entretenimento familiar não se esgotam aqui, sendo ainda proposto, em opção, um sistema multimédia com dois ecrãs traseiros com projecção independente. Esta função permite, por exemplo, aos dois passageiros da fila central visionar um DVD, enquanto os da terceira fila se podem entreter a jogar consola.
A nova Grand Voyager mantém em funções o bloco turbodiesel 2.8 CRD, o qual foi alvo de algumas melhorias face à versão anterior, que resultaram num incremento de 13 cv, passando a debitar 163 cv. Este propulsor tem a companhia exclusiva de uma caixa automática de seis relações, cujo selector está instalado no tablier, logo ao lado do volante.
No essencial, a nova Grand Voyager revela a sua melhor faceta em passeios familiares, onde se pode desfrutar de todas as funcionalidades e comodidades oferecidas a bordo. Tendo em conta que em Portugal só estará disponível a versão Limited, a mais exclusiva, as mordomias oferecidas são extensas, incluindo ar condicionado automático tri-zona; bancos em pele eléctricos e aquecidos; cruise-control; retrovisores eléctricos e aquecidos; sistema de comunicação mãos-livres; sensores de estacionamento; câmara de estacionamento traseira; portas laterais e da bagageira automáticas; jantes de 17” em liga leve; e sistema de som com leitor DVD/MP3 e disco rígido de 20 Gb.
Para uma família numerosa, e caso não se importe com os cerca de 60 mil euros que a nova Grand Voyager custa, promete ser uma excelente companhia.
Fonte: Automotor

