Renault Captur

Renault Captur

A Renault acaba de mostrar as fotos oficiais do novo Captur, um crossover urbano compacto que tem por base o novo Clio. Chega em Maio e promete fazer rodar muitas cabeças.

Com mais de quatro metros de comprimento, o Captur aposta no design exterior e na modularidade interior para concorrer na classe dos crossovers compactos, estreada pelo Nissan Juke, seu primo, prometendo funcionalidade e o conforto de um monovolume.

Como equipamento disponível, o Captur conta com cartão mãos livres, câmara e sensores traseiros de ajuda ao estacionamento, ajuda de arranque em subida «Hill Start Assist», um novo sistema multimédia «Renault R-Link» composto por um tablet integrado complementado por um sistema áudio de seis altifalantes, Bluetooth e áudio streaming.

A Renault não confirmou quais os motores que alimentarão o Captur, tendo no entanto referido que a versão de menor consumo terá valores de 3.6 litros/100 km e 96 g/km de emissões de CO2.

Actualização (24/04/13)

A Renault disponibilizou os preços para o novo Captur que chega ao mercado português em Maio.

Antes de falar de valores, vale a pena frisar que o novo crossover da Renault, que quer destronar o Nissan Juke da liderança de vendas, aposta na personalização, tanto interior, como exterior, política adoptada recentemente por algumas marcas, de modo a tornar o veículo mais de acordo com a personalidade do seu condutor.

Assim, o novo Captur está disponível com três temas de personalização: o aventureiro “Arizona”, o elegante “Azur” e o citadino “Manhattan”. As nove cores da carroçaria podem combinar com as três diferentes cores de tejadilho.

O interior, que pode combinar em termos de cor com o exterior, tem muito espaço e vários locais de arrumação de objectos, em destaque, o porta-luvas em forma de gaveta que acomoda 11 litros. A bagageira em posição normal acomoda 377 litros de bagagem, mas os bancos traseiros podem deslizar, permitindo a bagageira crescer para 455 litros. Um detalhe interessante passa por poder se retirar o tecido que cobre os bancos para lavagem, através de um zipper.

Numa fase inicial, apenas dois motores estarão disponíveis no Captur: o bloco a gasolina 0.9 TCe de 90 cavalos e o económico bloco diesel 1.5 dCi de 90 cavalos, ambos estreados no novo Clio. A motorização a gasolina apresenta um consumo médio de 4.9 litros aos 100 km, e o bloco diesel 3.6 litros aos 100 km, mas se optar pela caixa automática de dupla embraiagem EDC, o consumo do bloco diesel sobe para 4.1 litros aos 100 km.

Os preços arrancam nos 15.450 euros para o bloco a gasolina e 18.950 euros para o diesel.

Actualização (28/05/13): Test Drive

Estava francamente curioso com o Captur e ontem fui experimentá-lo. Para o teste escolhi o motor a gasolina 0.9 TCe de 90 cavalos, um pequeno bloco com turbo de inércia que a Renault escolheu para motorizar a sua gama Clio, entre os quais se inclui o SUV Captur.

Em termos de design é muito agradável e jovial, o painel de instrumentos tem um velocímetro central digital, o que sempre requer um pouco de atenção, para quem está mais habituado a agulhas. O espaço interior é suficiente para uma pequena família e respectiva bagagem. A posição de condução é mais alta que um ligeiro convencional, o que me agradou.

Mas o que me decepcionou foi mesmo o motor. O vendedor tinha-me alertado para esperar um pouco de lentidão, por a unidade ensaiada ter muito poucos quilómetros, mas não estava à espera de tanta lentidão. Eu sei que são 1100 kg para um pequeno motor de 900 cm3 e três cilindros, mas sendo a única motorização a gasolina disponível na gama, tem de ser um motor capaz, e este não me pareceu.

Por falar em vendedor, esta foi a segunda vez que entrei no espaço Renault da minha cidade para ver as novidades, e se da primeira vez não fiquei fã do tratamento dado a um hipotético cliente, desta vez nada mudou. Eu sei que as manhãs de segunda-feira podem ser complicadas para o humor de qualquer um, mas não exageremos, que o senhor não estava a vender um quilo de batatas.

Resumindo, se estão interessados no Captur, optem pela motorização diesel, com consumos mais comedidos e outra vivacidade no pedal.

Texto: Vítor Penedo

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