Toyota C-HR

Toyota C-HR

Há algum tempo que estava com vontade de o experimentar e foi hoje. Fiquei maravilhado com este estilizado crossover e o seu motor híbrido herdado do Prius.

Até há bem pouco tempo, os híbridos da Toyota não primavam pela beleza, sobretudo o Prius, com o C-HR tudo mudou, é uma autêntica “pedrada no charco”, foi criado para desfrutar a vida urbana com estilo, linhas meticulosamente esculpidas como um diamante, compacto e elegante.

Mas esta revolução não se concentra só dentro da gama da marca, também faz mossas na concorrência, onde o único irreverente até agora era o Nissan Juke, mas é maior que este (4360 mm de comprimento) e pouco menor que o Qashqai, ficando sem concorrentes directos, a todos os níveis.

Depois de breves palavras com o colaborador da Toyota, sobre o sistema híbrido utilizado, fui convidado a experimentar o C-HR, numa versão intermédia Comfort com pack Style, pintado a duas cores, “Cinza Extreme” com tejadilho em preto “Night Sky”. O acesso ao interior é facilitado pela posição dos bancos 9 centímetros acima do normal, não é um “afundar”, nem um “subir”, mas sim um “sentar” nas belas e confortáveis poltronas de aspecto desportivo em tecido azul e preto. Destaque para o encaixe perfeito do encosto de cabeça.

Por dentro, o C-HR é tão ousado como por fora, a linha decorativa em azul que percorre o painel de instrumentos de uma ponta à outra, unindo o ecrã táctil de 8 polegadas, colocado em posição de destaque, bem à altura dos olhos do condutor, combina com o azul dos bancos, da instrumentação e algum outro detalhe, que na breve observação que fiz, me escapou.

O volante é pequeno e forrado a pele, a alavanca da caixa de velocidades automática e-CVT também e o travão de mão, tal qual o conhecemos, não existe. É eléctrico e automático, sempre que se engrena a posição de parqueamento P na caixa de velocidades.

Foi-me pedido que pulsasse o botão “Push Start”, posicionado atrás do volante “et voilà”, estranhei o silêncio absoluto, quando fui informado que o C-HR já estava ligado. Muito diferente do meu pequeno Polo de todos os dias e de qualquer outro carro, que já tenha utilizado ao longo da minha vida. Então isto é um híbrido, o meu primeiro.

O pequeno motor eléctrico síncrono de magneto permanente de 53 kw e binário máximo 163 Nm, permite circular até 50 km/h em absoluto silêncio, por alguns quilómetros, dependendo sempre do peso do pé e da recarga da bateria de 6.5 Ah, sempre que se larga o acelerador. Mas se for o caso e precisar de utilizar toda a pujança dos 122 cavalos totais, com 142 Nm de binário máximo, basta carregar no acelerador, para se ouvir o ronco imediato da fera adormecida.

Em situações de parqueamento e sempre que é engrenada a posição R de marcha-atrás, a câmara traseira, dá a sua ajuda, permitindo ver aquilo que a carroçaria coupé não permite à vista desarmada. A visão é tão perfeita, daquilo que está atrás de nós, que nem precisei utilizar os três espelhos.

Fiz alguns quilómetros ao volante deste estranho crossover e fiquei rendido. A condução híbrida e suave, associada a um consumo médio de 4 litros aos 100 km/h, convenceu-me. A opção da marca de não introduzir motorizações diesel neste seu novo rebento, está mais que justificada.

As ajudas à condução são imensas: reconhecimento de sinais de trânsito, aviso de saída de faixa de rodagem, sistema de pré-colisão com detecção de peões, entre muitas outras, de facto o C-HR movimenta-se de forma fluída e controlada dentro da cidade, tirá-lo do asfalto para um qualquer estradão cheio de pó, seria um pecado.

A outra motorização, que também está à venda e eu não pude experimentar, por falta de carro, é um 1.2 Turbo com 116 cavalos e binário máximo de 185 Nm. O consumo é superior em 2 ou 3 litros ao híbrido, mas fomenta o vigor de condução e potência a baixos regimes, aproveitando ao máximo a plataforma TNGA (a mesma do Prius) e afinação da suspensão. A caixa de velocidades é manual e bem escalonada de 6 relações, pedindo uma condução mais dinâmica.

Quanto a preços, feitas as contas, a versão híbrida que eu experimentei custa 30.580 euros, já com pintura metalizada e jantes de 18 polegadas. A versão mais baixa Confort custa menos 1000 euros e a Exclusive, mais 1500, existe também a opção de um pacote Luxury. O C-HR 1.2T, fica-se pelos 24 mil euros na versão Active, despida de equipamento. A versão Comfort custa 27 mil euros e o pacote Style mais 1000.

A única coisa que não gostei, foi do valor do IUC. Para um híbrido, com emissões de CO2 de 87 g/km, pagar 198.80 euros de imposto de circulação, é um absurdo.

O C-HR, que significa Coupé-High Rider, é de facto diferente e vale o preço pedido. Apesar das más criticas há um ano atrás, sobre o seu design arrojado e a inexistência de motorização diesel, está a vender-se como “pãezinhos quentes”, com 90% das vendas a incidir no híbrido, como seria de esperar, ou não tivesse o povo português a vontade de poupar na gasolina.

Texto: Vítor Penedo
Fonte: Toyota

(170)

Partilhe
RSS
Follow by Email
Facebook
Facebook
Google+
http://www.4rodaspt.com/2017/03/toyota-c-hr/
Twitter
SHARE