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| Construtor |
Citroën |
| Modelo |
SM |
| Ano |
1970 |
| Unidades produzidas |
12900 (1970-75) |
| País de Origem |
França |
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| Tipo |
V6 a 90º, Maserati type C114 |
| Colocação |
Dianteira, longitudinal |
| Cilindrada (cc) |
2670 |
| Alimentação |
Três carburadores duplos Weber |
| Distribuição |
Dupla árvore de cames |
| Potência máxima (CV/rpm) |
178/5500 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
NA |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
220 |
| 0-100 km/h (s) |
8.9 |
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| Tracção |
Dianteira |
| Caixa |
Manual, 5 velocidades sincronizadas |
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| Suspensão |
Hidropneumática; distância ao solo constante, independente da carga; trocar um pneu sem precisar de levantar o carro |
| Travões frente/trás |
Circuito duplo hidropneumatico; quatro discos |
| Jantes-Pneus frente/trás |
195/70 VR 15 XWX |
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| Comprimento (mm) |
4893 |
| Largura (mm) |
1836 |
| Altura (mm) |
1324 |
| Distância entre eixos (mm) |
2949 |
| Peso (kg) |
1460 |
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A Citroën sempre teve intenção de fazer um carro de sonho, um modelo desportivo
que pudesse rivalizar com os GTs da Porsche, Jaguar e Lotus. Em 1968 assinava um
acordo de cooperação com a Maserati.
No Salão de Genebra de 1970 era apresentado o modelo SM (Série Maserati). O motor,
concebido por Giulio Alfieri, era um V6 derivado de um V8 da casa italiana. De
resto seguia a tradição e os conceitos avançados que fizeram a fama da fábrica
francesa.
Era um coupé de quatro lugares com a frente bem longa e a traseira curta. As rodas
posteriores eram parcialmente cobertas e a carroçaria, vista de cima, seguia o
conceito gota do DS, com frente mais larga que a traseira. Ainda como no DS,
tinha suspensão hidropneumática de altura constante e independente nas quatro rodas
e revelava preocupação com a aerodinâmica.
Os farois eram seis, sendo que os quatro internos, menores, seguiam o movimento
das rodas, protegidos por um vidro-bolha que cobria toda a frente. Dava um
aspecto elegante e único ao automóvel. A versão exportada para os EUA trazia
tampões cromados, ao contrário da europeia, quatro farois redondos e "picas"
rectangulares nos guarda-lamas dianteiro e traseiro, exigências da época
para os carros que entravam no país. A grelha para refrigeração do radiador ficava
abaixo do pára-choques e era na mesma cor da carroceria. O SM era um carro
inconfundível.
No primeiro ano de fabrico vendeu 868 exemplares e em 1971, quando a Citroën
comprou a Maserati, as vendas subiram em flexa, atingindo 4988 unidades. A
mecânica oferecida até meados de 1972 era um V6 com duplo comando de válvulas,
com bloco de alumínio, 2,6 litros e 178 cv. Seguindo a tradição da marca, tinha
tracção dianteira. Acelerava de 0 a 100 km/h em 8,9 s e alcançava 220 km/h na
versão com cinco velocidades e equipada com carburadores. Para travar dispunha de
quatro discos de alta pressão.
A direcção assistida tinha um sistema de assistência variável que a endurecia à
medida em que a velocidade aumentava. Ainda, quando se soltava o volante, mesmo
com o carro parado, este colocava as rodas em linha recta (sistema Diravi). Tinha
apenas uma volta de batente a batente - a maioria dos carros tem cerca de três -
e era impossível virá-la se o motor não estivesse em funcionamento. As jantes RR
(Resina Reforçada) só pesavam 4,66 kg.
Em 1972 era lançada a injecção eletrónica Bosch e a produção chegava a 4036
exemplares. Nesse ano a revista americana Motor Trend elegia-o Carro do Ano.
Em 1973 era oferecida como opção uma caixa automática Borg Warner e o V6 em todas
as versões passava a quase três litros de cilindrada, desenvolvendo 180 cv.
Devido à crise do petróleo e à imposição de limites de velocidade nas estradas e
auto-estradas, as vendas caíam vertiginosamente. Nesse ano somente 2619 exemplares
foram vendidos.
No ano seguinte a procura continuava a descer e a Peugeot adquiria a Citroën,
entregando para Guy Ligier (que seria mais tarde construtor de Fórmula 1) a
produção. Mais 20 exemplares seriam produzidos. Em 1975 o grupo decidia encerrar
a produção e Ligier produzia os últimos 115 SM.
Em seis anos (1970 a 1975) foram produzidos 12920 SM, sendo 7191 para exportação
(4240 para a Europa, 2482 para o continente americano e 469 para
outros países). Os seus avanços tecnológicos foram utilizados em carros como
Ligier JS2, Maserati Merak e Khamsin.
Fonte: Bestcars
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