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    :: Citroën SM

17/12/2004    

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    :: Dados Técnicos

Construtor Citroën
Modelo SM
Ano 1970
Unidades produzidas 12900 (1970-75)
País de Origem França

    :: Motor

Tipo V6 a 90º, Maserati type C114
Colocação Dianteira, longitudinal
Cilindrada (cc) 2670
Alimentação Três carburadores duplos Weber
Distribuição Dupla árvore de cames
Potência máxima (CV/rpm) 178/5500
Binário máximo (Nm/rpm) NA
Combustível Gasolina

    :: Prestações

Velocidade máxima (km/h) 220
0-100 km/h (s) 8.9

    :: Transmissão

Tracção Dianteira
Caixa Manual, 5 velocidades sincronizadas

    :: Plataforma

Suspensão Hidropneumática; distância ao solo constante, independente da carga; trocar um pneu sem precisar de levantar o carro
Travões frente/trás Circuito duplo hidropneumatico; quatro discos
Jantes-Pneus frente/trás 195/70 VR 15 XWX

    :: Dimensões

Comprimento (mm) 4893
Largura (mm) 1836
Altura (mm) 1324
Distância entre eixos (mm) 2949
Peso (kg) 1460

    :: Comentários

A Citroën sempre teve intenção de fazer um carro de sonho, um modelo desportivo que pudesse rivalizar com os GTs da Porsche, Jaguar e Lotus. Em 1968 assinava um acordo de cooperação com a Maserati.

No Salão de Genebra de 1970 era apresentado o modelo SM (Série Maserati). O motor, concebido por Giulio Alfieri, era um V6 derivado de um V8 da casa italiana. De resto seguia a tradição e os conceitos avançados que fizeram a fama da fábrica francesa.

Era um coupé de quatro lugares com a frente bem longa e a traseira curta. As rodas posteriores eram parcialmente cobertas e a carroçaria, vista de cima, seguia o conceito gota do DS, com frente mais larga que a traseira. Ainda como no DS, tinha suspensão hidropneumática de altura constante e independente nas quatro rodas e revelava preocupação com a aerodinâmica.

Os farois eram seis, sendo que os quatro internos, menores, seguiam o movimento das rodas, protegidos por um vidro-bolha que cobria toda a frente. Dava um aspecto elegante e único ao automóvel. A versão exportada para os EUA trazia tampões cromados, ao contrário da europeia, quatro farois redondos e "picas" rectangulares nos guarda-lamas dianteiro e traseiro, exigências da época para os carros que entravam no país. A grelha para refrigeração do radiador ficava abaixo do pára-choques e era na mesma cor da carroceria. O SM era um carro inconfundível.

No primeiro ano de fabrico vendeu 868 exemplares e em 1971, quando a Citroën comprou a Maserati, as vendas subiram em flexa, atingindo 4988 unidades. A mecânica oferecida até meados de 1972 era um V6 com duplo comando de válvulas, com bloco de alumínio, 2,6 litros e 178 cv. Seguindo a tradição da marca, tinha tracção dianteira. Acelerava de 0 a 100 km/h em 8,9 s e alcançava 220 km/h na versão com cinco velocidades e equipada com carburadores. Para travar dispunha de quatro discos de alta pressão.

A direcção assistida tinha um sistema de assistência variável que a endurecia à medida em que a velocidade aumentava. Ainda, quando se soltava o volante, mesmo com o carro parado, este colocava as rodas em linha recta (sistema Diravi). Tinha apenas uma volta de batente a batente - a maioria dos carros tem cerca de três - e era impossível virá-la se o motor não estivesse em funcionamento. As jantes RR (Resina Reforçada) só pesavam 4,66 kg.

Em 1972 era lançada a injecção eletrónica Bosch e a produção chegava a 4036 exemplares. Nesse ano a revista americana Motor Trend elegia-o Carro do Ano.

Em 1973 era oferecida como opção uma caixa automática Borg Warner e o V6 em todas as versões passava a quase três litros de cilindrada, desenvolvendo 180 cv. Devido à crise do petróleo e à imposição de limites de velocidade nas estradas e auto-estradas, as vendas caíam vertiginosamente. Nesse ano somente 2619 exemplares foram vendidos.

No ano seguinte a procura continuava a descer e a Peugeot adquiria a Citroën, entregando para Guy Ligier (que seria mais tarde construtor de Fórmula 1) a produção. Mais 20 exemplares seriam produzidos. Em 1975 o grupo decidia encerrar a produção e Ligier produzia os últimos 115 SM.

Em seis anos (1970 a 1975) foram produzidos 12920 SM, sendo 7191 para exportação (4240 para a Europa, 2482 para o continente americano e 469 para outros países). Os seus avanços tecnológicos foram utilizados em carros como Ligier JS2, Maserati Merak e Khamsin.

Fonte: Bestcars

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