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:: Ferrari 250 GT Lusso Berlinetta
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29/10/2002
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| Construtor |
Ferrari |
| Modelo |
250 GT Lusso Berlinetta |
| Ano |
1962-64 |
| Unidades produzidas |
350 |
| País de Origem |
Itália |
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| Tipo |
V12 a 60º |
| Colocação |
Dianteira, longitudinal |
| Cilindrada (cc) |
2953 |
| Alimentação |
3 carburadores Webber |
| Distribuição |
SOHC, 24 válvulas |
| Potência máxima (CV/rpm) |
250/7500 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
291/5500 |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
240 |
| 0-100 km/h (s) |
8.0 |
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| Tracção |
Traseira |
| Caixa |
Manual, 4 velocidades |
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| Suspensão dianteira/traseira |
NA |
| Travões frente/trás |
Discos hidraulicos com assistência nas quatro rodas |
| Jantes-Pneus frente/trás |
185-15 |
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| Comprimento (mm) |
4410 |
| Largura (mm) |
1750 |
| Altura (mm) |
1290 |
| Distância entre eixos (mm) |
2400 |
| Peso (kg) |
1020 |
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Com soluções mecânicas directamente inspiradas na competição, escondidas por uma
das mais elegantes carroçarias de Pininfarina, o Berlinetta 250 GT «Lusso» é quase
demasiado belo para ser um Ferrari. Mas é claro que, com as suas virtudes de
soprano nunca poderia ser outra coisa...
As suas proporções perfeitas, a atenção ao detalhe no pára-choques dianteiro
mínimo, a traseira cortada, nitidamente influenciada pela competição formam um
conjunto de equilíbrio inédito. Os pilares extra-finos são duma elegância
extraordinária e as jantes Borrani (o «Lusso» foi o último Ferrari a ser equipado
com elas) asseguram-lhe uma imagem de dinamismo, mesmo parado.
Apresentado em Outubro de 1962, no Salão de Paris, o novo 250 GT/L Berlinetta,
devido à sua vocação de Grande Turismo, foi imediatamente baptizado «Lusso»,
designação que nunca foi adoptada oficialmente. Desenhado por Pininfarina e
construído por Scaglietti, as suas linhas elegantes impressionaram de imediato,
mas também não passaram despercebidas as influências da competição.
O «Lusso» tem a mesma distância entre eixos do SWB e do GTO, partilhando com o
primeiro a suspensão e a caixa de velocidades de quatro velocidades, e com ambos
os travões Dunlop nas quatro rodas. O motor é uma nova versão do 3 litros V12 a
60º concebido por Gioacchino Colombo, que no SWB debitava 240 cavalos
(280 na versão competição) e no GTO, cerca de 300. No GT/L ficava-se pelos 250
cavalos às 7500 rotações, assegurando um valor de binário muito satisfatório
para uma utilização normal.
O nível de acabamento do interior é bastante mais requintado do que nos modelos
anteriores. O esforço para tornar o conceito Ferrari mais civilizado implicava,
entre outras coisas, um comando da caixa com fole, sem a famosa grelha aparente
e o compartimento reservado à bagagem está completamente forrado a pele. Mas o
pormenor mais distinto é a disposição dos mostradores no habitáculo.
Cinco pequenos mostradores: o relógio, e os manómetros do combustível, da
temperatura da água, da temperatura e pressão do óleo, têm lugar de destaque,
mesmo à frente do condutor. Já o conta-rotações e o velocímetro encontram-se
no centro do tablier. Uma sucessão de botões, todos iguais e alinhados por
debaixo do tablier comandam funções tão essenciais como o apagar e acender
das luzes e o limpa-vidros eléctrico, mas é consideravelmente difícil saber
qual faz o quê, porque algum italiano com sensibilidade artística achou que
identificá-los iria contra a pureza estética do conceito. É por isso que só
através de uma abordagem do tipo tentativa e erro é possível accionar o
dispositivo pretendido.
O «Lusso» tem dupla personalidade. O que acaba por não ser surpresa, porque foi
o primeiro Ferrari da história a conciliar, com êxito, a herança da competição
e a eficácia e conforto na estrada. É por isso que a sua carroçaria lhe
assenta na perfeição. O «Lusso» pode ser lindo porque não tem nada a provar.
Fonte: Motores Sapo
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