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:: Ferrari F40
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31/10/2002
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| Construtor |
Ferrari |
| Modelo |
F40 |
| Ano |
1987 |
| País de Origem |
Itália |
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| Tipo |
V8 a 90º, 4 tempos sobrealimentado |
| Colocação |
Traseira, longitudinal |
| Cilindrada (cc) |
2936 |
| Alimentação |
2 turbocompressores IHI refrigerados a água, com intercooler Behr em alúminio, ligados a uma válvula waste-gate Ferrari |
| Distribuição |
2 veios de excêntricos à cabeça por banco de cilindros e 4 válvulas em V por cilindro |
| Potência máxima (CV/rpm) |
478/7000 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
577/4000 |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
324 |
| 0-100 km/h (s) |
3.8 |
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| Tracção |
Traseira |
| Caixa |
Caixa Ferrari de 5 velocidades sincronizadas + MA |
| Embraiagem |
AP de discos duplos a seco (diâmetro: 8" 1/2 - 216 mm) comando hidráulico |
| Diferencial |
Auto-blocante ZF por lamelas (40% de eficácia) |
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| Suspensão dianteira/traseira |
Rodas independentes por trapézios triângulares sobrepostos em tubos de aço especial soldados, conjunto mola helicoidal/amortecedor hidráulico Koni concêntrico ligado ao extremo do porta cubos, barra anti-rolamento |
| Travões frente/trás |
Discos ventilados e perfurados (diâmetro: 330 mm) às quatro rodas, com máxilas em liga de alumínio de quatro êmbolos. Comando hidráulico com circuitos independentes à frente e atrás sem assistência.
Travão de mão de comando mecânico com máxilas independentes actuando sobre os discos traseiros. |
| Rodas |
Jantes Speedline desmontáveis em liga leve, em forma de estrela com fixação por porca
central com cavilha de segurança.
F 8Jx17" ; T 16Jx17" |
| Pneus |
Pirelli P Zero (radial tubeless unidireccional)
F 245/40ZR-17 ; T 335/35ZR-17
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| Comprimento (mm) |
4430 |
| Largura (mm) |
1980 |
| Altura (mm) |
1130 |
| Distância entre eixos (mm) |
2450 |
| Peso (kg) |
1100 |
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O último carro apresentado pelo comendador Enzo Ferrari, em 21 de julho de 1987, foi o F40. Fabricado para comemorar o quadragésimo aniversário da marca italiana, o desportivo (que é considerado o avô do Enzo) era um dos modelos mais velozes da época. Podia ser definido como o que os italianos apelidaram "um automóvel de competição para estrada", já que foi feito para ser usado no dia-a-dia e facilmente preparado para entrar nas pistas.
As linhas do F40 foram traçadas levando em consideração a importância dos efeitos aerodinâmicos para manter o carro estável. Do spoiler dianteiro às entradas de ar do tipo NACA, tudo foi planeado minuciosamente. Um dos recursos usados para aproveitar ao máximo a força aerodinâmica foi direccionar o ar para a asa traseira com a ajuda da tampa transparente do motor. Outro recurso o fundo do carro coberto por uma placa, o que evitava turbulências indesejáveis.
O que também chamava a atenção era a riqueza de detalhes. Um dos mais curiosos era a protecção dos faróis com filamentos elétricos para evitar embaciamento. Outro ponto interessante era o facto de não haver quinto pneu. No lugar dele, a Ferrari incluiu uma garrafinha com um líquido que cobria um eventual furo. Além disso, como o som do motor invadia o habitáculo, também não foi incluído sistema de som.
Com ar de carro de competição, o F40 tinha o interior bastante despido. As portas não tinham acabamento e eram abertas por uma simples corda. As janelas de plástico rígido (para economizar peso) eram abertas no sentido horizontal. Os dois bancos de kevlar eram moldados a partir de uma única peça e vinham com cintos de quatro pontos. O único item ligado ao conforto era o ar-condicionado.
Os componentes mecânicos eram dignos dos modelos de competição mais refinados. O motor era um V8 3.0 sobrealimentado por dois turbos IHI e com dois radiadores de ar (intercoolers). Podia gerar exactos 478 cavalos de potência (163cv/litro) e 577 Nm de binário máximo. A caixa era manual de cinco relações, refrigerada por radiador de óleo. Com toda esta energia, o F40 acelerava dos 0 aos 100 km/h em apenas 3.8 segundos. E os primeiros 400 metros podiam ser percorridos em 11.8 segundos. Velocidade máxima? 324 km/h.
A estrutura tubular de aço foi fabricada de modo a tornar a carroçaria rígida suficientemente para garantir estabilidade nas curvas, mesmo a alta velocidade. A suspensão podia incluir como opcional um sistema de amortecedores controlados electronicamente. Por meio de um botão no painel, a altura e a rigidez podiam ser reguladas em três níveis.
Em compensação, os travões não vinham com servoassistência hidráulica, o que obrigava a aplicar força no pedal para travar. Mas travava, graças aos discos de 13.1 polegadas de diâmetro com máxilas em liga de alumínio de quatro êmbolos.
Como um dos mitos da história automóvel, o F40 foi produzido em número limitado de apenas 1100 unidades. Completa este ano (2006) 19 anos mas, pela modernidade do projecto, será sempre actual.
Fonte: Carsale
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