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:: Ferrari Mondial Cabriolet
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31/10/2005
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| Construtor |
Ferrari |
| Modelo |
Mondial Cabriolet 3.2 |
| Ano |
1987 |
| Unidades produzidas |
810 (1985-89) |
| País de Origem |
Itália |
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| Tipo |
V8 a 90º |
| Colocação |
Central traseira, transversal |
| Cilindrada (cc) |
3185 |
| Alimentação |
Injecção Bosch K-Motronic M2.5 |
| Distribuição |
DOHC (quad cam), 4 válvulas por cilindro |
| Potência máxima (CV/rpm) |
260/7000 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
NA |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
230 |
| 0-100 km/h (s) |
6.3 |
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| Tracção |
Traseira |
| Caixa |
Manual, 5 velocidades |
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| Suspensão dianteira/traseira |
Independente |
| Travões frente/trás |
Discos ventilados servo-assistidos |
| Jantes-Pneus frente/trás |
205/55 VR 16 ; 225/55 VR 16 |
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| Comprimento (mm) |
4580 |
| Largura (mm) |
1790 |
| Altura (mm) |
1250 |
| Distância entre eixos (mm) |
2650 |
| Peso (kg) |
1445 |
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Normalmente associada a desportivos de dois lugares, barulhentos e apertados, a
marca fundada em 1947 por Enzo Ferrari, tem na sua história modelos mais familiares, espaçosos e
confortáveis, sem perder a essência desportiva e o alto desempenho inerentes ao emblema do cavalo
empinado. É o caso do Mondial.
A primeira versão, Mondial 8, foi lançada no Salão de Genebra de 1980 como sucessora do 308 GT4.
Era um 2+2 com elementos mecânicos similares aos do 308, mas tendo como base um chassis mais
longo e largo, com medida de entre eixos de 2,65 metros. Embora o motor permanecesse central
traseiro e transversal, o que limitava as acomodações de passageiros e bagagem, havia espaço
para quatro pessoas, uma combinação inédita num Ferrari.
No interior, quase tudo era revestido a couro, o que se tornaria opcional em 1985, e a posição
dos bancos ficava mais alta que o habitual na marca. O painel de instrumentos englobava
velocímetro e conta-rotações à frente e quatro instrumentos menores à direita. O sistema de
áudio alojado na consola central, em frente do tradicional selector da caixa de velocidades com
chapa-guia cromada. O grande volante de três raios movia um sistema de direcção com relação mais
alta, menos directa, que nos Ferrari de dois lugares. O Mondial era mesmo diferente, com um
rolamento mais suave e mais silencioso.
O seu desenho era, como se poderia esperar, proveniente do estúdio Pininfarina. Atraíam o
olhar as amplas tomadas de ar laterais traseiras, que tinham como função a refrigeração do
motor V8, todo em alumínio, de 2927 cm3 de cilindrada. Desenvolvia uns modestos 214 cv às
6600 rpm, que se ficavam por 205 cv no mercado americano. Não era muita potência para os
seus 1445 kg, mas permitia uma velocidade máxima superior a 220 km/h.
As suspensões adoptavam braços sobrepostos em ambos os eixos, equipados com travões de discos
ventilados e pneus 240/55 VR 390. Foi o primeiro Ferrari de rua com direcção assistida,
injecção de combustível (Bosch K-Jetronic), coluna de direcção ajustável e retráctil em caso
de colisão, transmissão em posição transversal e subchassis traseiro removível, que sustentava
o motor, caixa de velocidades, diferencial e a suspensão posterior. Como no 308, o piso era
feito de uma "sanduíche" de aço e fibra-de-vidro que o protegia da corrosão.
Dois anos depois surgia o Mondial 8 Quattrovalvole, expressão italiana para as quatro
válvulas por cilindro, que elevavam a potência para uns mais apetecíveis 240 cv às 7000 rpm.
Além de alterações internas, um ano depois (1983), chegava a versão Cabriolet, um descapotável
muito apreciado nos EUA. A capota, de recolhimento manual, imitava o formato do tecto rígido
do coupé e os quatro lugares eram mantidos.
Em 1985 surgia o modelo Mondial 3.2. O número indicava o aumento de cilindrada para 3185 cm3,
correspondendo à substituição do 308 pelo 328. Com injecção Bosch Motronic e 32 válvulas,
o novo V8 entregava 270 cv às 7000 rpm. Modificações de estilo, como a frente e traseira
totalmente da cor da carroçaria, grade similar às do 328 e retoques internos, identificavam
a novidade. As jantes de 16 polegadas calçavam pneus 205/55 à frente e 225/55 atrás.
A carroçaria era galvanizada para melhor protecção contra a corrosão.
A última evolução da série foi o Mondial T, uma combinação do modelo anterior ao motor
que serviria ao coupé 348, lançado pouco depois. Com 3405 cm3, lubrificação com cárter
seco e sofisticado controlo electrónico, fornecia 300 cv às 7200 rpm, permitia uma velocidade
máxima na ordem dos 240 km/h e uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em menos de 6 segundos.
A curiosidade reside na montagem do novo motor ser longitudinal, mas a transmissão continuar
transversal, explicando a sigla "T" no seu nome.
O desenho já antigo recebia alterações para um leve rejuvenescimento, com tomadas de ar
laterais menores e mais elementos na cor da carroçaria. No interior, a boa notícia era
que finalmente o banco traseiro era rebatível. Havia novos recursos electrónicos, com
sistema anti-bloqueio de travões ABS, suspensão ajustável em três modos pelo condutor
e embraiagem automática.
Em 1993 o Mondial era descontinuado.
Fonte: Bestcars
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