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:: Lamborghini Miura P400
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27/01/2003
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| Construtor |
Lamborghini |
| Modelo |
Miura P400 |
| Ano |
1967 |
| Desenhado por |
Bertone, Marcello Gandini |
| País de Origem |
Itália |
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| Tipo |
V12 a 60°, bloco de liga leve e
camisas de cilindro em ferro, caixa de velocidades integrada no motor |
| Colocação |
Central |
| Cilindrada (cc) |
3929 |
| Alimentação |
Quatro carburadores triplos Weber |
| Distribuição |
Dupla árvore de cames à cabeça,
actuadas por corrente, 2 válvulas por cilindro |
| Potência máxima (CV/rpm) |
350/7000 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
360,6/5100 |
| Combustível |
Gasolina |
| Consumo de combustível (L/100 km) |
19 |
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| Velocidade máxima (km/h) |
280 |
| 0-100 km/h (s) |
6.7 |
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| Tracção |
Traseira |
| Caixa |
Manual, 5 velocidades |
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| Estrutura |
Monocoque em aço |
| Carroçaria |
Painéis em aço e liga leve |
| Direcção |
Pinhão e cremalheira sem assistência,
3.4 voltas de batente a batente |
| Suspensão |
Independente, triângulos sobrepostos e molas helicoidais |
| Travões |
Discos Girling com actuação hidráulica |
| Jantes-Pneus |
HS-215/70 VR15 Pirelli Cintauro |
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| Comprimento (mm) |
4390 |
| Largura (mm) |
1760 |
| Altura (mm) |
1100 |
| Distância entre eixos (mm) |
2504 |
| Peso (kg) |
980 |
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Ferruccio Lamborghini era um industrial muito bem-sucedido nos segmentos de
tractores agrícolas, ar condicionado e calefacção. Mas gostava de carros e
morava em Sant' Agata, entre Modena (terra da Ferrari) e Bolonha (berço da
Maserati). Queria construir carros fabulosos, e conseguiu.
Em 1965 a fábrica construía um interessante chassis, chamado de P400
(posteriore, para posição transversal entre-eixos do motor 4-litros), que fez
muito sucesso no Salão de Turim em 1965. No inverno do mesmo ano, Ferruccio
encomendava à Bertone uma carroceria para o modelo. Nascia um dos mais belos
carros desportivos feitos por este estúdio de design de todos os tempos:
o Miura P400.
Tinha 1,10 m de altura (extremamente baixo), 1,76 de largura e 4,39 de
comprimento. Coupé de dois lugares. Obteve enorme sucesso no Salão de Genebra
em 1966, dominando as atenções. Os faróis dianteiros escamoteáveis, com um
mecanismo eléctrico para baixar e levantar, o enorme ára-brisas, entradas de ar
logo após os vidros dianteiros e, no lugar do vidro traseiro, persianas.
Não havia nada parecido. Os capôs dianteiro e traseiro abriam-se em sentidos
opostos, desnudando a mecânica do bólide.
O motor era um V12 de 4 litros com quatro carburadores Weber triplos, quatro
eixos de comando de válvulas (Ferruccio fazia questão) e 350 cv, colocado em
posição central, atrás dos acentos. Numa prova de estrada, ainda em testes,
chegou a 270 km/h e fez os 1000 metros em 24,1 segundos. Era um sport-protótipo em traje civil, para andar nas estradas rápidas de Itália.
Ferruccio chegou a afirmar que estava a construir "um carro de sonho para um
reduzido número de malucos".
A produção pretendida de 20 veículos por ano foi superada pela lista de encomendas.
Em 1967 foram entregues 108 Miuras aos felizes e abonados compradores.
Custava quase seis vezes mais que um Jaguar E-Type.
Fonte: BestCars
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