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    :: Lancia 037

01/12/2004    

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    :: Dados Técnicos

Construtor Lancia
Modelo 037
Ano 1983
País de Origem Itália

    :: Motor

Tipo 4 cilindros em linha
Colocação Central traseira, montado longitudinalmente
Cilindrada (cc) 1995
Alimentação Carburador twin-choke tipo 40DC NVH 12/250, Turbo Roots Volumex tipo ABARTH com pressão variável
Distribuição DOHC, 4 válvulas por cilindro
Potência máxima (CV/rpm) 205/7000
Binário máximo (Nm/rpm) 238/5000
Combustível Gasolina

    :: Prestações

Velocidade máxima (km/h) 228
0-100 km/h (s) 6

    :: Transmissão

Tracção Traseira
Caixa ZF com 5 velocidades

    :: Plataforma

Suspensão Independente, possibilidade de regular a altura ao chão, sem barra estabilizadora
Travões frente/trás Discos autoventilados Brembo
Jantes-Pneus frente/trás 205/55 VR16 ; 225/50 VR16 PIRELLI P7 CORSA

    :: Dimensões

Comprimento (mm) 3915
Largura (mm) 1850
Altura (mm) 1245
Distância entre eixos (mm) 2240
Peso (kg) 1170

    :: Comentários

Vendo a luz do dia no Salão de Turim em 1982, o Lancia 037, leve e potente, foi estudado em colaboração com o departamento desportivo da Lancia, a ABARTH e PININFARINA. Planeado para a competição, foi produzido numa série limitada de 200 exemplares de estrada, para obter a homologação no grupo B, a categoria máxima de rally da época.

O carro, que sempre adoptou soluções desportivas, tem um motor de 2 litros posicionado centralmente, com 4 cilindros, 16 válvulas, dupla árvore de cames ABARTH e compressor Volumex, o bastante para produzir 205 cavalos e 238 Nm de binário máximo às 5000 rotações.

Apenas existindo na cor vermelha, excede facilmente os 220 km/h, e atinge esta velocidade em menos de 20 segundos, com uma aceleração brutal.

O 037, com um aspecto espantoso, foi muito bem produzido, considerando os limites restrictos das regras do Grupo B. Assim, temos de notar que o carro foi apenas produzido para rally: o motor colocado no centro do carro, e o chassis compacto, tendo lugar apenas para duas pessoas, certamente não seria um carro de todos os dias.

A sensação geral dentro do cockpit é estarmos dentro de um carro de corrida. A posição de condução é correcta, apesar dos pedais estarem um pouco descentrados. O banco é ajustável em altura e os comandos estão todos "à mão". Acima da manete da caixa de velocidades, existe uma série de mostradores analógicos de modo a manter tudo sobre controlo. A visibilidade para a frente óptima. mas é insuficiente para trás, muito por culpa do inclinado óculo traseiro com o spoiler montado.

Uma volta de chave e o poderoso 4 cilindros ganha vida. O barulho dentro do cockpit é bastante audível, porque o motor está praticamente ali ao lado. A caixa de velocidades ZF, com 25% de diferencial auto-blocante, é muito precisa. Com características desportivas, precisa uma certa habituação, de modo a gerir bem as passagens de caixa.

A aceleração é brutal, em menos de 6 segundos passa a barreira dos 100 km/h, e em pouco mais de 20 segundos, duplica a velocidade. A direcção é precisa e directa permitindo curvar a alta velocidade com reacções controladas.

Texto: Vítor Penedo
Fonte: Internet

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