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:: Porsche 911 S
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15/09/2004
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| Construtor |
Porsche |
| Modelo |
911 S |
| Ano |
1967 |
| País de Origem |
Alemanha |
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| Tipo |
6 cilindros boxer arrefecido a ar |
| Colocação |
Traseira |
| Cilindrada (cc) |
1991 |
| Alimentação |
Dois carburadores Weber de triplo corpo |
| Distribuição |
OHC |
| Potência máxima (CV/rpm) |
160/6600 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
179/5200 |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
225 |
| 0-100 km/h (s) |
NA |
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| Tracção |
Traseira |
| Caixa |
Manual, 5 velocidades |
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| Suspensão |
Tipo McPherson com barra de torção longitudinal
à frente e transversal atrás |
| Travões frente/trás |
Discos ventilados internamente (235 mm/240 mm) |
| Jantes-Pneus frente/trás |
185/15 em jantes Fuchs |
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| Comprimento (mm) |
4163 |
| Largura (mm) |
1610 |
| Altura (mm) |
1321 |
| Distância entre eixos (mm) |
2212 |
| Peso (kg) |
1032 |
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O mais famoso Porsche nasceu em 1963 para substituir o 356. Viria a ser
o maior sucesso da fábrica de Stuttgart. Apesar dos modelos novos e mais
modernos, como o 924 e o 928 lançados na década de 70, nenhum conseguiu
igualar-se ao fenómeno 911.
A ideia de construir um desportivo de quatro lugares, ainda que não
tão espaçoso, nasceu em 1959. O protótipo 695, de 1961, foi desenvolvido
para ser mais potente e luxuoso que o seu antecessor. Foi baptizado como Porsche 901,
mas a Peugeot protestou, pois já tinha registado todas as denominações
de três algarismos com o zero no meio para automóveis em produção.
Assim nasceu o número mágico 911, um carro bonito, com linhas curvas, que
estreou no Salão de Frankfurt (ainda como 901), juntamente com a derradeira
versão do 356, a de sufixo "C". Até hoje a sua carroçaria não envelhece -
rejuvenesce. Nunca está fora de moda. E o seu criador foi ninguém menos
que Butzi Porsche, filho de Ferry Porsche, que dirigia a empresa na época.
Com o motor de seis cilindros boxer (cilindros horizontais opostos como
no Volkswagen Beetle original) foi sempre aperfeiçoado para ser o número
um em eficiência e robustez. Quando foi lançado tinha dois litros
(80 x 66 mm) e 130 cv às 6.100 rpm, com um comando de válvulas accionado
por corrente.
Tracção traseira, cinco velocidades, 1.080 kg de peso, velocidade máxima
de 210 km/h. Carburadores de triplo corpo Solex, que não foram bem
desenvolvidos para este motor, não demoraram a ser substituídos pelos Weber de triplo corpo.
O motor tinha um som metálico que é até hoje amado pelos puristas.
O divórcio absoluto do 911 em relação ao 356 (e ao parentesco com o Volkswagen Beetle)
foi nas suspensões. Na dianteira, em vez dos braços arrastados duplos,
havia uma disposição McPherson com barra de torção longitudinal. Atrás,
o problemático semi-eixo oscilante dava lugar ao braço arrastado, também
com barra de torção, só que transversal.
Moldura dos faróis, retrovisor e ponteiras do pára-choques cromadas estavam
de acordo com a moda da época. O pára-choques era da mesma cor da carroçaria. Usava pneus 165 em rodas de
15 polegadas, que tinham a opção de ser cromadas com o logotipo da fábrica
a cores ao centro.
O interior era bem mais espaçoso que o do 356. Trazia bancos Recaro de série
e, opcionalmente, bancos mais desportivos. No painel havia relógio,
conta-rotações com a faixa vermelha começando nas 6.800 rpm
(havia corte de ignição, no distribuidor, para limitar a rotação às
7.100 rpm), velocímetro até 250 km/h, manómetros de temperatura e pressão do óleo e combustível.
Os instrumentos não mudariam de posição nem de aspecto durante anos.
Um facto curioso era a posição da chave de ignição à esquerda do volante,
uma herança das corridas de Le Mans, em que a largada começava com o piloto
correndo até o carro, sentando-se ao volante e accionando a chave com a mão esquerda,
e com a direita a engatar a primeira velocidade.
Em 1966 chegava o 911 S, que tinha 160 cv às 6.600 rpm e chegava aos 225 km/h.
O limitador no distribuidor cortava a ignição às 7.300 rpm. Começava a
escalada de cilindrada, potência e velocidade... A versão S possuía
suspensão, chassis e travões mais adequados ao ganho de potência. Também
era mais luxuosa por dentro. As famosas jantes Fuchs, de fundo preto e
raios cromados, equipavam esta versão, com pneus 185.
Dirigi-lo não era fácil, por se tratar de um carro muito rápido e com
reacções ariscas. O binário máximo ocorria às 5.200 rpm, 1.000 rotações
acima do 911 normal, o que requeria o uso constante da caixa de velocidades
para manter a rotação elevada. Mas era muito emocionante. A frente era
muito leve e foi improvisado um sobrepeso de 11 quilos no capô dianteiro.
A solução não orgulhava os engenheiros da Porsche, mas amenizava o problema.
No mesmo ano o 911 era oferecido também com acabamento do painel de instrumentos
e volante em madeira.
Fonte: Best Cars
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