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:: Volkswagen Brasilia
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06/02/2006
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| Construtor |
Volkswagen |
| Modelo |
Brasilia |
| Ano |
1975 |
| Unidades produzidas |
+ 1 milhão |
| País de Origem |
Brasil |
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| Tipo |
4 cilindros horizontais opostos |
| Colocação |
Traseira |
| Cilindrada (cc) |
1584 |
| Alimentação |
Carburador de corpo simples |
| Distribuição |
2 válvulas por cilindro |
| Potência máxima (CV/rpm) |
60/4600 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
NA |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
132 |
| 0-100 km/h (s) |
23 |
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| Tracção |
Traseira |
| Caixa |
Manual, 4 velocidades |
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| Suspensão dianteira/traseira |
Independente, barras de torção/Independente, semi-eixos articulados |
| Travões frente/trás |
Disco/Tambor |
| Jantes-Pneus frente/trás |
5,90 x 14 |
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| Comprimento (mm) |
4010 |
| Largura (mm) |
NA |
| Altura (mm) |
NA |
| Distância entre eixos (mm) |
2400 |
| Peso (kg) |
890 |
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O projecto e sonho de Rudolph Leiding, presidente da Volkswagen do Brasil no início da década de 70, teve sucesso - apesar de o executivo alemão ter assumido o controlo do grupo mundial antes de ver o carro chegar às ruas brasileiras. A sua intenção era desenvolver um novo automóvel para suceder ao Beetle (Carocha/Fusca).
O novo Volkswagen deveria ser prático e económico para uso nos centros urbanos, oferecendo mais espaço e mantendo a consagrada robustez do Beetle. Após muitos quilómetros de testes, era apresentado ao público, em 1973, o Brasília. Este foi um ano de grandes lançamentos da indústria automobilística brasileira: na mesma época chegaram ao mercado o Chevette da GM, o Dodge 1800 da Chrysler e o Maverick da Ford.
O Brasília media 4,01 metros de comprimento, com uma distância entre eixos de 2,4 metros. Seguia a tendência europeia de automóveis urbanos, fácil de manobrar e ágil no trânsito. Ficou conhecido por muitos como "a" Brasília, em função de uma estratégia comercial da marca. Como havia uma terceira porta, a Volkswagen classificou-o como carrinha (perua) para que recebesse a menor incidência fiscal atribuída na época a utilitários. Apesar da artimanha, o Brasília era um automóvel dois-volumes hatchback.
Na frente destacavam-se os quatro faróis redondos e as luzes direcionais embutidas no pára-choques, de lâmina cromada. Visto de lado, o conjunto era harmonioso e equilibrado. Abaixo do grande vidro lateral traseiro ficavam as entradas de ar para a refrigeração do motor. Na traseira, abaixo do pára-choques, uma pequena grade escondia o silenciador de saída única direcionada para a esquerda.
Comportava com conforto quatro passageiros ou mesmo cinco, e desde cedo esse seria o seu ponto forte. Mas o espaço para bagagem não era bom. Só podia ficar alojada no compartimento dianteiro, pois não havia o segundo porta-bagagens atrás do encosto do banco traseiro, que o Beetle fornecia desde a sua concepção em 1934. Era possível colocar alguma bagagem sobre a tampa do motor, mas isso representava risco em caso de travagem brusca ou colisão dianteira. A grade porta-bagagens no tejadilho, moda na época, era uma alternativa válida para aumentar a capacidade de carga.
O interior do novo carro era bastante simples. O painel tinha velocímetro, marcador de nível de combustível e opcionalmente um relógio. O volante era grande, de 40 cm de diâmetro, e na tampa do cinzeiro havia a indicação da posição das relações da caixa de velocidades, tornada obrigatória pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Os bancos tinham um desenho simples.
O motor refrigerado a ar, de quatro cilindros opostos, 1,6 litro e um carburador, fornecia a potência bruta de 60 cv, transmitida às rodas traseiras. A exemplo do Beetle e outros VW "tudo atrás", a colocação do motor junto às rodas motrizes fazia milagres em percursos fora de estrada e em subidas escorregadias, garantindo aderência e tracção.
Mesmo com pneus diagonais 5.90-14, a estabilidade em curva era razoável. Vários proprietários na época optaram por colocar pneus radiais 175/80-14 e rebaixar a suspensão do carro, o que melhorava o comportamento.
Num teste em pista confrontando os seus dois concorrentes directos, o Chevette e o Dodge 1800, o Brasília conseguia igualdade de início, em função do bom binário a baixa rotação e da superior tracção, mas quando a terceira relação era engrenada a traseira dos dois concorrentes já era vista pelo pára-brisas. Arrancava de 0 a 100 km/h em 23 segundos e chegava a uma velocidade final de 132 km/h. Pouco, mas dentro do contexto de utilização da época.
O Brasília agradou muito ao público e as suas vendas foram boas logo de início. Em 1975 foram produzidas 126 mil unidades. Era popular entre jovens e famílias. Durante toda a sua produção o desempenho não se alterou muito, mas a adopção de dois carburadores de corpo simples em 1976 elevou a potência para 65 cv, melhorando a aceleração, velocidade máxima e principalmente a economia de combustível.
Fonte: Bestcars
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