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    :: BMW Z4 3.0i

13/10/2002    

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    :: Dados Técnicos

Construtor BMW
Modelo Z4 3.0i
Ano 2003
País de Origem Alemanha

    :: Motor

Tipo 6 cilindros em linha
Colocação Dianteira
Cilindrada (cc) 2979
Alimentação Injecção multiponto
Distribuição DOHC, 4 válvulas por cilindro
Potência máxima (CV/rpm) 228/5900
Binário máximo (Nm/rpm) 300/3500
Combustível Gasolina

    :: Prestações

Velocidade máxima (km/h) 250
0-100 km/h (s) NA

    :: Transmissão

Tracção Traseira
Caixa Manual, 6 velocidades

    :: Plataforma

Suspensão dianteira/traseira NA
Travões frente/trás Travões de Alta-Performance e DSC
Jantes-Pneus frente/trás 225/40 R18 ; 255/35 R18 - Sistema Runflat

    :: Dimensões

Comprimento (mm) 4091
Largura (mm) 1781
Altura (mm) 1299
Distância entre eixos (mm) 2495
Peso (kg) NA

    :: Comentários

O incremento na competência técnica dá crédito ao posicionamento mais elevado do Z4 face ao Z3. Mas é o desenho intrigante da sua carroçaria que centra as atenções.

O ”Bangle style” volta a atacar. Depois do Série 7, agora a atenção do louco/excêntrico/genial estilista da casa bávara centra as suas atenções nos roadsters. O apelo do Z4 não está na harmonia, está na provocação. É difícil tirar-lhe os olhos de cima depois de o ver pela primeira vez. Apetece puxar de uma cadeira e ficar ali a estudar as suas linhas, a tentar compreender esta nova linguagem. Enquanto o Z3 piscava o olho ao passado, o Z4 olha de frente para o futuro. O interior prolonga a prioridade ao design, tanto nas formas limpas e planas do tablier e portas, como nos detalhes. Arcos de protecção e volante são apenas dois exemplos da elaborada mistura de design e qualidade de construção, muito superior à do Z3. Sentado ao volante, o ambiente é mais exuberante que o típico num BMW. A posição de condução não é, contudo, perfeita. A curvatura das costas do banco é exagerada e o volante deveria estar num plano mais vertical. Graças à posição do conjunto motor/caixa atrás do eixo da frente, a alavanca da nova ZF de seis relações fica muito próxima da caixa, garantindo o habitual “feeling” mecânico de todos os BMW. Para fazer descer a capota, com o accionamento eléctrico, basta pressionar um botão e em oito segundos ela dobra-se em “Z” atrás dos bancos, usando o seu extremo dianteiro em magnésio como cobertura.

O seis cilindros em linha de 3,0 litros é um dos melhores motores da BMW. Potente, suave, com muito binário a baixo regime e, no Z4, com um som poderoso.

O motor muito disponível e a caixa de seis relações muito bem escalonada facilitam a progressão, mas a afinação dinâmica deste Z4 dá prioridade clara à eficácia e à facilidade de condução. Percebe-se que este foi um roadster projectado para ser guiado por um vasto leque de condutores, incluindo os menos dotados entre os americanos. Um condutor mais entusiasta acaba por notar a falta de maior interactividade deste roadster. Por vezes parece estar-se a conduzir uma normal berlina Série 3, quando se esperaria algo de mais excitante, tanto mais quanto a BMW não esconde ser o Porsche Boxster o seu principal alvo.

Fonte: Autohoje

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