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:: Citroën C4 Coupé 2.0i 16V VTS
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30/12/2004
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| Construtor |
Citroën |
| Modelo |
C4 Coupé 2.0i 16V VTS |
| Ano |
2004 |
| País de Origem |
França |
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| Tipo |
4 cilindros em linha |
| Colocação |
Dianteira |
| Cilindrada (cc) |
1997 |
| Alimentação |
Injecção electrónica multiponto |
| Distribuição |
DOHC, 16 válvulas |
| Potência máxima (CV/rpm) |
180/7000 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
202/4750 |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
227 |
| 0-100 km/h (s) |
8.3 |
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| Tracção |
Dianteira, ESP |
| Caixa |
Manual, 5 velocidades |
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| Suspensão |
Pseudo-McPherson, travessa deformável atrás, barra estabilizadora em ambos os eixos |
| Travões frente/trás |
Discos ventilados/discos; ABS com repartidor electrónico de travagem |
| Jantes-Pneus frente/trás |
205/50 R17 |
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| Comprimento (mm) |
4273 |
| Largura (mm) |
1769 |
| Altura (mm) |
1458 |
| Distância entre eixos (mm) |
2608 |
| Peso (kg) |
1337 |
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Ao contrário do cinco portas, mais elegante e consensual, o C4 Coupé é muito
estranho do ponto de vista estético. Tem uma presença vistosa, sem dúvida, mas o
apelo não é, seguramente, uma virtude sua. Seja como for, a frente, elaborada,
é bem mais agradável de observar do que o invulgar perfil e, sobretudo, do que a
arrojada traseira, sendo esta última a secção que mais faz torcer o nariz.
O desenho do óculo posterior (que prejudica a visibilidade) e do portão traseiro,
(onde surge, no topo, um inestético deflector que apenas vai ao encontro dos
gostos dos adeptos do tuning) lembram as versões de três e cinco portas do
Renault Mégane e do Mazda 323 Coupé de há uns anos.
As exclusivas jantes "Resolfen" de 17 pol., revestidas por uns pouco desportivos
pneus Michelin Pilot Exalto, de medida 205/50, merecem nota mais pelas sua
beleza e originalidade.
Bem mais convincente do que o exterior é, sem dúvida, o habitáculo. Não tanto
pela qualidade: a intromissão de vento acima dos 140 km/h nas borrachas da porta
do condutor demonstra que, aos acabamentos, não foi dada a atenção devida.
Vale mais pelo amplo espaço interior, pelo nível de equipamento expressivo e pela
segurança elevada.
O posto de condução é de bom nível. O facto de a parte central do volante
multifunções, que oferece uma boa pega, ser fixa (só roda o aro), não causa
qualquer estranheza, a não ser visual. Esta característica tem, também, uma função
pedagógica: evita que se segure no volante com a mão esquerda ao centro ou que se
passem as mãos por dentro do volante.
A funcionalidade é outro dos pontos fortes do C4 Coupé: porta-óculos, porta-luvas
refrigerado, perfumador de ambiente e gancho para sacos de compras são apenas
alguns detalhes. O design, arrojado, encontra correspondência no conta-rotações
(fixado ao volante, ficando vermelho quando se atinge a red-line), na consola
central e no facto de todas as informações serem digitais, desde o relógio até
ao velocímetro.
Quando desenvolveu o mais musculado dos C4, a Citroën achou por bem combinar
eficácia com uma utilização diária. E não há dúvida de que, neste aspecto, o
objectivo foi plenamente atingido. No entanto, numa vertente meramente desportiva,
afinal de contas aquilo que realmente interessa nesta versão, este modelo não
deixa de desiludir os condutores mais entusiastas.
Embora seja mais firme do que outras versões da gama, o Coupé 2.0i 16v VTS é
sempre confortável em todas as situações, acabando por não ter a envolvência
que seria de esperar. O comando da caixa carece de falta de precisão e rapidez,
a direcção não tem feeling desportivo e os 180 cv do motor parece que nunca
fizeram exercício físico, ainda para mais porque a elasticidade está limitada a
uma caixa de cinco velocidades.
De qualquer forma, o C4 Coupé curva bem, os travões são eficazes e consegue
proporcionar bons momentos ao volante, sobretudo com o ESP desligado.
Face ao anterior 2.0 de 167 cv, o revisto e melhorado motor de 2,0 litros e 180 cv
dispõe de um sistema de admissão variável (VVT) e faz nada menos do que 7000 rpm
de regime máximo, o que, para um Citroën, é, de facto, pouco vulgar. Ainda assim,
as performances, não sendo uma desilusão, não agradam na sua plenitude.
Curioso neste C4 é, também, o opcional sistema AFIL. Quando se muda de faixa sem
fazer accionar a alavanca do "pisca", a velocidades superiores a 80 km/h
(quer o traço seja contínuo ou descontínuo), o assento do condutor vibra do lado
correspondente à mudança de direcção. Uma invulgar característica, cuja função
parece ser educar quem vai ao volante, só possível graças à presença de vários
sensores de infravermelhos colocados sob o veículo.
É um familiar compacto que exibe muitas qualidades, mas, para ser um verdadeiro
desportivo ainda lhe faltam alguns ingredientes. Não será isto que a Citroën
pretende?
Fonte: Automotor
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