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    :: Ferrari 612 Scaglietti

22/01/2005    

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    :: Dados Técnicos

Construtor Ferrari
Modelo 612 Scaglietti
Ano 2004
País de Origem Itália

    :: Motor

Tipo V12 a 65º
Colocação Dianteira, central
Cilindrada (cc) 5748
Alimentação Injecção multiponto
Distribuição DOHC, 4 válvulas por cilindro
Potência máxima (CV/rpm) 540/7250
Binário máximo (Nm/rpm) 589/5250
Combustível Gasolina

    :: Prestações

Velocidade máxima (km/h) 315
0-100 km/h (s) 4.2

    :: Transmissão

Tracção Traseira
Caixa Manual ou Automática, 6 velocidades

    :: Plataforma

Suspensão NA
Travões frente/trás Discos ventilados/Discos, ABS
Jantes-Pneus frente/trás 245/45R-18 ; 285/40R-19

    :: Dimensões

Comprimento (mm) 4902
Largura (mm) 1957
Altura (mm) 1344
Distância entre eixos (mm) 2950
Peso (kg) 1840

    :: Comentários

Se é mesmo verdade a história de que Enzo Ferrari não instalava rádio nos seus carros para que o condutor pudesse ouvir o som do motor sem interferências, a esta hora o comendador deve estar a revirar-se no túmulo. O Ferrari 612 Scaglietti vem com um sistema de som inteligente que aumenta o volume de cada vez que identifica um ruído de fundo. Esse “barulho” pode ser o ronco do próprio motor ou qualquer outro “distúrbio”, como diz a Bose, fabricante do equipamento. Para isso, o sistema tem um microfone, próximo ao retrovisor interno, capaz de captar qualquer rumor. Ou seja, se quiser, o condutor pode ouvir La Traviata de Verdi em alta-fidelidade sem se incomodar com o ronco do motor. É só optar entre duas obras-primas.

O 612 Scaglietti alia as performances de um superdesportivo com um habitáculo para quatro pessoas, a exemplo do que aconteceu com os 250 GT dos anos 50/60 e o Daytona da década de 70. Face ao 456M (da década de 90), a qual sucedeu no catálogo da marca, apresenta uma carroçaria mais volumosa e uma maior habitabilidade, apesar de o seu peso ser inferior em cerca de 60 kg.

O ganho em peso resulta da adopção do alumínio utilizado tanto no chassis (space-frame) como na carroçaria deste modelo que é produzido nas oficinas da Carrozzeria Scaglietti.

Tal como acontecia com o 456M, o motor surge colocado em posição central dianteira (atrás do eixo anterior) e a caixa de velocidades na traseira, formando um bloco com o diferencial para garantir uma mais correcta repartição de massas (46% à frente e 54% atrás) e uma redução do centro de gravidade, o que contribui para melhorar o comportamento dinâmico.

Para além da suspensão gerida electronicamente, a marca adoptou um sistema electrónico de controlo da estabilidade e da tracção (CST) que é utilizado pela primeira vez num Ferrari.

O motor é - como não poderia deixar de ser num Ferrari com estas características - um V12, tendo a escolha recaído no bloco de 5748 cc que equipa o 575M Maranello, embora tenha sido evoluído ao nível da admissão e do escape, o que lhe permite chegar aos 540 cv às 7250 rpm, representando um ganho de 25 cv ao mesmo regime, apesar de o binário máximo (589 Nm às 5250 rpm) ser semelhante.

A transmissão manual de seis velocidades está prevista quer com comando manual como com um comando eléctrico de nova geração, denominado F1A, pensado para conciliar a velocidade de engrenagem tanto no modo manual como de forma automática.

O 612 Scaglietti está longe, no entanto, de poder ser visto como uma evolução do 456M, apresentando uma imagem original, que alia o dinamismo e a elegância, apresentando um "recorte" côncavo na zona posterior das cavas das rodas dianteiras que a Ferrari admite ser uma riminiscência do 375 MM Berlinetta desenhado em 1954 por Sergio Scaglietti, numa encomenda exclusiva do realizador italiano Roberto Rossellini como prenda para a sua mulher, a actriz Ingrid Bergman. Dada essa ligação estilística, o novo Ferrari junta o nome de Scaglietti à sua designação oficial, homenageando assim um dos mais famosos carroçadores dos anos 50 e 60.

Fonte: Automotor

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