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:: Ford Thunderbird
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11/01/2003
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| Construtor |
Ford |
| Modelo |
Thunderbird |
| Ano |
2002 |
| País de Origem |
EUA |
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| Tipo |
V8 |
| Colocação |
Dianteira, longitudinal |
| Cilindrada (cc) |
3934 |
| Alimentação |
NA |
| Distribuição |
DOHC, 4 válvulas por cilindro |
| Potência máxima (CV/rpm) |
252/6100 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
361/4300 |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
NA |
| 0-100 km/h (s) |
NA |
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| Tracção |
Traseira |
| Caixa |
Automática, 5 velocidades com Overdrive |
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| Suspensão dianteira/traseira |
NA |
| Travões frente/trás |
Discos nas quatro rodas com EBD e ABS de quatro canais |
| Jantes-Pneus frente/trás |
235/50VR-17 |
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| Comprimento (mm) |
4733 |
| Largura (mm) |
1829 |
| Altura (mm) |
1323 |
| Distância entre eixos (mm) |
2724 |
| Peso (kg) |
1699 |
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Nos anos 50, o Ford Thunderbird era a encarnação do carro desportivo americano: chique e cheio de
cromados. A nova versão é quente, como o sol. Continua chique, já os cromados...
A primeira geração do Thunderbird (de 1955 a 1957) era a mais bonita. Ainda bem que o chefe de
design da Ford, J. Mays, tomou esta primeira como exemplo quando, em 2001, depois de muitos anos
de Thunderbird sem criatividade e sem sucesso, foi decidido que seria lançada uma nova e nostálgica
versão. O Thunderbird do século XXI.
A evocação do passado, que nos GT40 e Mustang (também desenhados por J. Mays) foi realizada da
maneira mais convincente possível, não ficou tão perfeita no Thunderbird. As proporções capô curto,
traseira longa contradizem o ideal clássico que conquistou muitos mitos de Hollywood, de Marilyn
Monroe a Frank Sinatra.
Naturalmente, a transformação formal não aconteceu por acaso. Actualmente não se pode dar ao motor
um compartimento tão espaçoso quanto era comum nos anos 50. "No Thunderbird 55 o volante ficava logo
à frente do peito do condutor. Hoje em dia os nossos clientes não aceitam mais essas condições de
espaço", ensina o designer Mays. A conclusão lógica é: menor espaço para o motor, maior espaço
interno no cockpit. A traseira "rabo-de-peixe" também não teve hipótese de renascer.
Mesmo assim restou substância suficiente ao Thunderbird. Não totalmente original, mas como uma nova
interpretação do antigo tema. Pois designers não fazem plágios: eles modificam, na linguagem desta
classe. A saliência sobre o capô do motor, os faróis traseiros grandes e redondos, assim como a grelha
do radiador, são recriados da obra clássica dos anos 50.
Desta maneira, o dois-lugares também impõe características próprias em qualquer país. A atenção do
público está garantida onde quer que o Thunderbird circula. Poucos sabem que se trata de um Ford,
já que o logotipo azul da marca não aparece na carroçaria.
O Thunderbird é o que os americanos chamam de "personal car". O que não quer dizer o meio de
transporte de quem procura carros populares, mas o carro especial para personalidades fortes que se
identificam com seu dispositivo automotor. Não se trata de um carro desportivo, mas de um calmo
cruiser. Pelo menos há 8 cilindros sob o capô, aliás estes não são do exagero americano. O seu
conjunto chega a meros 3.9 litros, o que já diz muito sobre a genética do Thunderbird, também
utilizada no Lincoln LS e o Jaguar S-type.
Exactamente como seu ancestral, que deslizava pelas ruas de uma cidade pequena da Califórnia no
filme American Graffiti. Desfilar com o tecto aberto, o cotovelo apoiado na porta, de maneira
"cool" também é o que melhor combina com o Thunderbird. Flutua macio sobre as suas suspensões e
o motor "borbulha" feliz da vida.
Texto: Vítor Penedo Fonte: Auto Motor Und Sport
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Um otimo carro.
Fernando Freitas 07/Set/2003
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