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| Construtor |
Hummer |
| Modelo |
H3 |
| Ano |
2005 |
| País de Origem |
EUA |
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| Tipo |
5 cilindros em linha |
| Colocação |
Dianteira |
| Cilindrada (cc) |
3460 |
| Alimentação |
NA |
| Distribuição |
DOHC, 16 válvulas |
| Potência máxima (CV/rpm) |
220/5600 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
305/2800 |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
NA |
| 0-100 km/h (s) |
NA |
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| Tracção |
Integral |
| Caixa |
Manual, 5 velocidades |
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| Suspensão dianteira/traseira |
Estrutura McPherson / eixo rígido, barras de torção e amortecedores a gás |
| Travões frente/trás |
Discos ventilados (315 mm) / discos sólidos (313 mm) |
| Jantes-Pneus frente/trás |
265/75 R16 |
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| Comprimento (mm) |
4740 |
| Largura (mm) |
1897 |
| Altura (mm) |
1892 |
| Distância entre eixos (mm) |
2842 |
| Peso (kg) |
2132 |
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Os Hummer criaram uma grande reputação como os veículos militares mais comuns da infantaria americana nos conflitos no Médio Oriente e Afeganistão. A sua história começa em 1997, quando o exército dos EUA lançou o concurso para um Veículo Multifunções de Alta Mobilidade. Nasceu assim o Hummer militar. Mas as suas desmesuradas dimensões, aliadas às capacidades para evoluir em qualquer tipo de terreno, atrairam o interesse de uma clientela endinheirada, ávida de algo diferente e disposta a pagar o que quer que fosse.
Para esses, a AM General, que criou o Hummer, desenvolveu uma versão civil que, mantendo o mesmo radicalismo, era mais compatível com uma utilização "normal", apesar de continuar a ser um veículo fora de escala. Por isso, já com a participação da General Motors (GM), que entretanto adquiriu a Hummer, surgiu em 2003 o H2, um todo-o-terreno mais razoável, apesar de continuar a ser enorme, e cujo design, sem fugir à linha inicial do H1, denotou alguns cuidados que nunca foram considerados por quem projectou o veículo militar que lhe deu origem.
Daí ao H3 foi um passo natural de uma marca que procura o seu espaço no mercado, admitindo que "ninguém necessita de um Hummer, mas há muitos que pretendem um". O novo Hummer H3, que está agora a ser lançado no mercado europeu, visa competir no segmento dos todo-o-terreno de luxo, e se as suas linhas continuam a ser radicais, o volume da carroçaria passou a estar na escala humana, apesar dos seus 4,74 metros de comprimento, 1,89 metros de largura e 1,90 metros de altura.
Os estofos e os forros em couro sublinham o requinte do habitáculo, apesar dos plásticos do tablier e da consola, onde se imita o alumínio, estarem aquém do nível de luxo pretendido. A posição de condução é muito boa, sendo de destacar o apoio lateral dos bancos, algo que os americanos costumam esquecer. Esqueceram-se, porém, que num todo-o-terreno, é fundamental um bom apoio para o pé esquerdo, e que a ergonomia não faz falta apenas aos automóveis ligeiros. Os comandos dos vidros eléctricos estão colocados nas portas numa zona de difícil acesso, o mesmo sucedendo com os comandos da regulação eléctrica dos bancos, e até mesmo com o acesso aos quase rídiculos porta-objectos existentes na zona inferior das portas dianteiras. À frente, o espaço disponível não merece qualquer reparo, apesar de, na traseira, ser mais escasso, isto num segmento onde há veículos como o Land Rover Discovery, para já não falar no Range Rover. Para além disto, o banco é muito baixo, o que obriga a que quem viaje na traseira seja obrigado a ficar com as pernas um pouco encolhidas.
Se os H1 e H2 não abdicam de grandes motores V8, o Hummer H3 surge equipado com um motor a gasolina de cinco cilindros e 3,5 litros, com distribuição variável e dupla árvore de cames à cabeça. Este bloco da família Vortec - que, nos Estados Unidos, a GM utiliza em diversas pick-ups e no Chevrolet Blazer - debita 220 cv às 5600 rpm, o que condiciona a relação peso/potência num veículo com quase 2,2 toneladas. Bem melhor estamos ao nível do binário. Os 305 Nm/2800 rpm não são números que impressionem num veículo deste tipo, mas o facto de 90% do mesmo estar disponível entre as 1600 e as 5600 rpm garante o desejável agrado de condução em estrada e a facilidade de transposição de obstáculos fora dela.
Em travagens mais violentas nota-se um desiquilibrio, que leva o Hummer a tentar atravessar-se na estrada dada a diferença de massas entre uma frente muito pesada e uma traseira naturalmente leve. Mas o todo-o-terreno é mesmo o habitat natural do H3. O binário do seu motor e a tracção total permanente com uma transmissão com relações longas e curtas, e com uma redução que permite uma relação de 2.64:1, que pode chegar aos 4.03:1 em opção, fazem com que o H3 tenha toda a força do mundo para ultrapassar as pistas mais trialeiras, tanto mais que oferece um ângulo de ataque de 40 graus, ventral de 25 graus e 37 graus de saída. Resumindo, a Hummer reivindica para o H3 a possibilidade de ultrapassar obstáculos verticais de 40,7 centímetros e ultrapassar cursos de água com 61 centímetros de altura.
Agradável de conduzir em estrada, apesar da fraca relação peso/potência, o Hummer H3 é um verdadeiro profissional de todo-o-terreno.
Fontes: Automotor / Hummer
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