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:: Smart Roadster-Coupé
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05/07/2003
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| Construtor |
Smart |
| Modelo |
Roadster-Coupé |
| Ano |
2003 |
| País de Origem |
Alemanha |
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| Tipo |
3 cilindros em linha |
| Colocação |
Central |
| Cilindrada (cc) |
698 |
| Alimentação |
SOHC, 2 válvulas por cilindro com turbo |
| Distribuição |
NA |
| Potência máxima (CV/rpm) |
82/5250 |
| Binário máximo (Nm/rpm) |
110/2250-4500 |
| Combustível |
Gasolina |
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| Velocidade máxima (km/h) |
180 |
| 0-100 km/h (s) |
10.9 |
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| Tracção |
Traseira |
| Caixa |
Sequencial, 6 velocidades |
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| Suspensão dianteira/traseira |
NA |
| Travões frente/trás |
Discos/tambores com ESP e ABS |
| Jantes-Pneus frente/trás |
205/45R-16 |
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| Comprimento (mm) |
3427 |
| Largura (mm) |
1615 |
| Altura (mm) |
1192 |
| Distância entre eixos (mm) |
2360 |
| Peso (kg) |
815 |
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Numa altura em que o mundo se encontra em perfeito estado de ebulição, cada vez
existem mais razões para encararmos a liberdade como o valor mais alto a defender. A indústria
automóvel, pródiga em criar sonhos e alimentar discussões, tem a sua quota-parte de responsabilidade nesta matéria, ao gerar verdadeiros objectos de desejo.
Talvez seja, neste momento, o automóvel que maior atenção desperta nas estradas portuguesas.
Diferente de tudo aquilo que estávamos habituados a ver até hoje com quatro rodas, o Roadster-Coupé
exibe um design apelativo e original. Não existem momentos de privacidade ao volante deste dois
lugares.
Também não será essa a intenção. A célula de segurança Tridion, de cor prata (pode ser em preto,
a pedido do cliente), combina muito bem com as aplicações em plástico que envolvem as ópticas
dianteiras. As opcionais jantes "Spikeline" de 16 polegadas, com pneus 205/45, são belíssimas.
O capot, cavas das rodas salientes e pára-choques conferem-lhe uma aparência musculada. As pegas
das portas e retrovisores, todos em preto, são as características mais "fiéis" à smart.
Os painés da carroçaria, em plástico, os farolins circulares e a parte posterior do tejadilho em
vidro (com dois fechos prateados em cima), encerram o visual irreverente e apaixonante do
Roadster-Coupé.
No lugar do hardtop, disponível de série (depois de retirado, pode ser guardado na traseira),
surge, como opcional o softtop, com abertura eléctrica. Mesmo com o veículo em andamento, bastam
dez segundos para o abrir completamente, usufruindo-se, neste caso, de uma espécie de tecto de
abrir maior (o veículo, nesta configuração, fica estilo "targa", alojando-se a capota por detrás
dos bancos, à frente daquilo que a smart designa como barras "Santo António").
Se o objectivo for aproximá-lo ainda mais do visual do Roadster, basta descer os vidros
eléctricos e retirar, manualmente, as duas travessas que unem os pilares A e B (dispõem de um lugar
específico debaixo do capot). As rodas estão colocadas nos limites físicos da carroçaria.
A frente, mais comprida do que a traseira, faz com que o condutor pareça sentado em cima do
eixo posterior.
Abrindo uma das portas que garante um difícil acesso ao interior (devido à configuração da
carroçaria, facilitado, no entanto, sem as travessas), desde logo são perceptíveis as
características típicas da marca. O punho da caixa é igual ao existente nos smart mais pequenos.
O volante de três braços, forrado a couro, agrada pela sua espessura.
O posto de condução, sem ser muito bom, é eficaz, pese embora o facto de o volante não regular (está colocado de forma demasiado vertical) e o banco não dispor de ajuste em altura (oferece um eficaz suporte lateral). A visibilidade é prejudicada pela traseira elevada, sobretudo na zona onde está montado o terceiro "stop".
Tanto o posicionamento dos comandos principais como dos secundários não merece grandes críticas.
No topo da consola central surgem as opcionais indicações de pressão do turbo e temperatura do
líquido de refrigeração. O porta-luvas, com chave, tem um volume simbólico. As bolsas nas portas
pouco mais servem do que para transportar canetas ou chaves. O design arrojado do habitáculo tem
no tablier, painel de instrumentos (com fundo preto, grafismo branco e iluminação laranja) e
portas os seus principais pontos de interesse. A construção, razoável, deve-se à qualidade mediana
dos materiais, acabamentos e montagem.
Apesar do seu aspecto frágil, toda a estrutura do Roadster-Coupé foi alvo de vários reforços.
Por falar em segurança, refira-se a presença, de série, de ABS (integra EBV, CBC e o novo Hill
Holder, função que impede que o veículo descaia, por instantes, nas subidas), ESP (integra ASR
e pode ser desligado), duplo airbag, cintos com pré-tensores e limitadores de força, barras nas
portas, estruturas deformáveis e sistema automático de trancamento das portas a partir dos 15 km/h.
A habitabilidade é limitada, mas ainda assim razoável. As malas perfazem, as duas, um volume total
de 248 litros (59 à frente e 104 ou 189 atrás, este último valor caso o hardtop não esteja alojado
na traseira).
Quem tem oportunidade de conduzir o smart Roadster-Coupé passa por momentos inesquecíveis, que
jamais lhe sairão da memória. A firmeza da suspensão e a rigidez estrutural da carroçaria situam-se
em níveis apreciáveis. A direcção, dotada da opcional assistência eléctrica, é muito directa e
transmite um feedback notável de todas as solicitações impostas pelo condutor, facilitando ainda
as manobras de estacionamento. Os pneus largos (Bridgestone B340) proporcionam enorme aderência.
Os consumos não são elevados, mas a reduzida capacidade do depósito (apenas 35 litros) limita a
autonomia. A deficiente insonorização, a agradável sonoridade do motor, o baixo centro de gravidade
e o vento a deslizar pela carroçaria ampliam a sensação de velocidade.
Fonte: Automotor
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